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Psicanálise

2019

Conheça a nova Coluna de Artigos do NPP

Apresentamos aqui, um espaço onde serão publicados artigos  de autoria de  professores , alunos e ex alunos do Curso de psicanálise do NPP. São profissionais comprometidos com a teoria e a pesquisa em psicanálise falando sobre os mais  variados temas. Nosso objetivo é que   estas publicações possam contribuir com a pesquisa dos interessados em estudar os  temas apresentados.  Que os artigos possam contribuir com um pouco deste saber aos que procuram este conhecimento."

Luis Hornstein estreia  Coluna no site NPP

Presidente da Sociedad Psicoanalítica del Sur e da Fundación para el Estudio dela Depresión. Professor convidado de pós-graduação em diversas instituições da Argentina e no exterior, autor de vários artigos publicados em revistas nacionais e estrangeiras, o psicanalista  Luis Hornestein estreia coluna no site do NPP.

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As pessoas chegam aos consultórios por  diferentes motivos ou circunstâncias, mas com uma coisa em comum: o sofrimento. Todos os que vem, vem porque sofrem. O sofrimento psíquico  é talvez o pior dos sofrimentos, pois não há analgésico que alivie a dor sentida. A depressão, síndrome do pânico, conflitos familiares, anorexia, bulimia, luto, etc, são alguns dos exemplos de sofrimento psíquico que podem ser aliviados e  compreendidos com a terapia psicanalítica.

A psicanálise não se propõe a curar ou a acabar com o sofrimento, mas sim de proporcionar o entendimento dos conflitos, das escolhas e da própria dor sentida. De posse deste conhecimento o analisando  terá opções de escolha. O que  antes era imposto aos sentimentos, agora pode ser compreendido e abre-se um leque de opções e possíveis caminhos a serem seguidos, sem a carga emocional negativa que mantinha a pessoa presa na dor e no sofrimento.  A psicanálise proporciona um conhecimento do “si mesmo” que nenhuma outra psicoterapia pode proporcionar, já que neste processo buscamos a origem da nossa constituição psíquica,  buscamos a maneira como entendemos o que nos foi dito, desde quando éramos pequenos demais para compreender as palavras.

A infância fase tão linda da vida, é também uma fase de muitos conflitos psíquicos e emocionais. Sim, a criança sofre, e sofre muito.... A criança sofre e não tem como expor com palavras seus sentimentos, é um ser indefeso diante da dor e conflitos que surgem diante de fatos até corriqueiros, mas que ela ainda não tem meios para entender e elaborar.  Este sofrimento/conflito que não tem palavras para ser descrito acaba por passar despercebido pelos adultos, que de alguma forma poderiam auxiliar se tivessem conhecimento do que se passa com este pequeno ser. Sua defesa é algumas vezes chorar sem motivos aparentes, ter pesadelos e acordar assustada e na maioria das vezes adoecer.  Quando estes conflitos são muito intensos, a defesa da criança é tirar o fato, o discurso ou a imagem da consciência, aliviando assim a carga emocional que não pode ser compreendida. Mas não é isso que ocorre. O que foi tirado da consciência e se encontra preso lá no inconsciente continua afetando a vida emocional e provocando as dores e sofrimentos no adulto, mesmo que este adulto não se lembre do que foi “esquecido”. A carga emocional negativa  ( medo, tristeza, humilhação, abandono, etc) fica de fora do inconsciente  nos incomodando sempre.

Sempre que falo em análise pessoal, me refiro a um processo, porque é uma relação continuada e lenta, não é possível compreender nossa constituição psíquica de maneira rápida, é um processo lento, muitas vezes dolorido, mas que garante chegar a termo, garante um alívio para as aflições e um conhecimento de si, proporcionando uma pessoa mais forte, dona de si e mais preparada para enfrentar as contingências da vida.

Suely Pinha

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